Como pode uma empresa saber se está realmente a melhorar as condições de Segurança e Saúde no Trabalho? Ter os equipamentos de proteção adequados, realizar ações de formação e cumprir os procedimentos de segurança são medidas fundamentais, mas será que são suficientes para perceber se a prevenção está a funcionar?
Para responder a esta questão, é importante acompanhar os resultados e avaliar regularmente as medidas implementadas. É aqui que entram os indicadores de Segurança no Trabalho, ferramentas que permitem transformar dados e informações do dia a dia em conhecimento útil para a tomada de decisões.
Através destes indicadores, uma empresa pode identificar tendências, detetar problemas, avaliar a eficácia das medidas preventivas e definir prioridades de intervenção.
Mais do que contar acidentes, importa perceber o que está a correr bem, onde existem fragilidades e o que pode ser melhorado antes de ocorrer uma situação grave.
O que são indicadores de Segurança no Trabalho?
Os indicadores de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) são medidas utilizadas para acompanhar e avaliar o desempenho de uma empresa na prevenção dos riscos profissionais.
Podem assumir a forma de números absolutos, percentagens, taxas ou outros dados que permitam analisar a evolução das condições de segurança ao longo do tempo.
Por exemplo, uma empresa pode acompanhar:
- o número de acidentes de trabalho;
- o número de dias de ausência devido a acidentes;
- a frequência dos incidentes e quase acidentes comunicados;
- a percentagem de trabalhadores que receberam formação em segurança;
- o número de avaliações de riscos realizadas ou atualizadas;
- a percentagem de medidas corretivas concluídas dentro do prazo;
- o número de inspeções internas realizadas;
- a utilização adequada dos equipamentos de proteção individual;
- a evolução das situações de risco identificadas.
Estes dados permitem construir uma visão mais objetiva da realidade da empresa e apoiar a definição de medidas de prevenção.
Porque é importante medir o desempenho da Segurança no Trabalho?
Sem indicadores, uma empresa pode ter dificuldade em perceber se as suas medidas preventivas estão a produzir resultados ou se determinados riscos continuam por resolver.
A análise regular dos dados permite identificar problemas recorrentes, acompanhar a evolução dos acidentes e avaliar a eficácia das ações implementadas.
Entre as principais vantagens encontram-se:
1. Identificar tendências
A análise dos dados permite perceber se os acidentes estão a diminuir, se determinados tipos de incidentes se repetem ou se existem áreas onde os riscos estão a aumentar.
2. Detetar problemas antes de ocorrerem acidentes
O acompanhamento das inspeções, das situações de risco e dos quase acidentes pode ajudar a identificar fragilidades que exigem intervenção.
3. Avaliar as medidas preventivas
Os indicadores permitem verificar se as ações implementadas estão a ser executadas e se estão associadas a melhorias nas condições de trabalho.
4. Definir prioridades
Os dados ajudam a direcionar recursos para os postos de trabalho, equipamentos ou atividades que necessitam de maior atenção.
5. Apoiar a tomada de decisões
A informação organizada permite fundamentar decisões sobre formação, manutenção, equipamentos de proteção e alterações nos processos de trabalho.
6. Promover a melhoria contínua
A comparação dos resultados ao longo do tempo ajuda a perceber o que deve ser mantido, corrigido ou reforçado.
A legislação portuguesa estabelece obrigações relacionadas com a prevenção dos riscos profissionais, a análise de acidentes e a recolha de elementos estatísticos em matéria de SST. Os indicadores constituem uma forma útil de organizar e interpretar parte desta informação.
Existem diferentes tipos de indicadores?
Sim. Uma distinção particularmente útil é entre indicadores reativos e indicadores preventivos.
Os dois tipos são complementares e devem ser utilizados em conjunto.
Indicadores reativos: medir o que já aconteceu
Os indicadores reativos, também conhecidos como indicadores de resultado, baseiam-se em acontecimentos que já ocorreram.
Permitem analisar as consequências das condições de segurança existentes e perceber se os acidentes ou outros problemas estão a aumentar ou a diminuir.
Entre os exemplos mais comuns encontram-se:
- número de acidentes de trabalho;
- número de acidentes com ausência;
- número de dias de trabalho perdidos;
- número de acidentes graves;
- número de doenças profissionais participadas;
- taxas de frequência e gravidade dos acidentes;
- custos associados aos acidentes, quando a empresa dispõe desses dados.
Estes indicadores são importantes porque ajudam a avaliar os resultados da prevenção.
No entanto, apresentam uma limitação: um número reduzido de acidentes não significa necessariamente que todos os riscos estejam controlados.
Uma empresa pode passar vários meses sem acidentes e continuar a apresentar equipamentos inadequados, procedimentos inseguros ou situações de risco que ainda não provocaram consequências.
Por isso, a análise não deve limitar-se aos acidentes já ocorridos.
Indicadores preventivos: avaliar o que está a ser feito para evitar acidentes
Os indicadores preventivos acompanham as atividades e as medidas destinadas a reduzir os riscos antes de ocorrerem acidentes ou doenças profissionais.
São especialmente úteis porque permitem avaliar se a empresa está a atuar sobre os problemas identificados.
Alguns exemplos incluem:
- percentagem de avaliações de riscos revistas quando necessário;
- número de inspeções de segurança realizadas;
- percentagem de trabalhadores com formação adequada às funções desempenhadas;
- número de situações de risco identificadas e comunicadas;
- percentagem de medidas corretivas concluídas dentro do prazo;
- número de equipamentos sujeitos a manutenção preventiva dentro do plano definido;
- percentagem de ações previstas no plano de prevenção executadas;
- número de exercícios de emergência realizados, quando aplicável;
- tempo médio necessário para corrigir situações de risco;
- número de reuniões ou ações de sensibilização sobre segurança.
Estes indicadores permitem acompanhar a implementação das medidas preventivas e identificar atrasos ou falhas.
Contudo, também devem ser interpretados com cuidado. Realizar muitas inspeções, por exemplo, não garante que os riscos tenham sido eliminados. É necessário verificar se as inspeções identificaram os problemas relevantes e se as medidas corretivas foram eficazes.
Quais são os principais indicadores de Segurança no Trabalho?
A seleção deve ter em conta a atividade da empresa, a dimensão da organização, os riscos existentes e os objetivos definidos.
Ainda assim, existem indicadores particularmente úteis para muitas organizações.
1. Número de acidentes de trabalho
Este indicador permite conhecer o número de acidentes registados durante um determinado período.
Pode ser acompanhado mensal, trimestral ou anualmente.
A análise deve considerar, sempre que possível, a natureza dos acidentes, as atividades envolvidas, as causas identificadas e as consequências para os trabalhadores.
É importante distinguir os diferentes tipos de acidente e definir claramente quais são incluídos em cada indicador, para garantir comparações consistentes.
2. Número de acidentes com ausência
Os acidentes que originam ausência ao trabalho permitem acompanhar situações com consequências para a capacidade de trabalho dos colaboradores.
A análise deve considerar a evolução ao longo do tempo e procurar identificar padrões.
Por exemplo, se vários acidentes estiverem relacionados com movimentação manual de cargas, poderá ser necessário rever os métodos de trabalho, a organização das tarefas, os equipamentos auxiliares ou a formação dos trabalhadores.
O objetivo não deve ser apenas reduzir o número registado, mas compreender as causas e prevenir a repetição das situações.
3. Número de dias perdidos devido a acidentes
Este indicador permite avaliar o impacto dos acidentes na continuidade da atividade profissional.
Um número reduzido de acidentes pode coexistir com um número elevado de dias perdidos, caso ocorram acidentes com consequências particularmente graves.
Por isso, é importante analisar simultaneamente a quantidade de acidentes e a gravidade das suas consequências.
4. Taxa de frequência dos acidentes
A taxa de frequência permite relacionar o número de acidentes com o volume de trabalho realizado, normalmente medido através das horas trabalhadas.
Uma fórmula frequentemente utilizada é:
Taxa de frequência = (Número de acidentes considerados ÷ Total de horas trabalhadas) × 1 000 000
O resultado representa o número de acidentes considerados por milhão de horas trabalhadas.
A definição de acidente incluído no cálculo deve ser estabelecida previamente. Por exemplo, a empresa pode optar por calcular a taxa com base nos acidentes com ausência, desde que utilize consistentemente essa definição.
Esta taxa facilita a comparação entre períodos com diferentes volumes de atividade, desde que a metodologia seja a mesma.
5. Taxa de gravidade dos acidentes
A taxa de gravidade relaciona os dias de trabalho perdidos com o total de horas trabalhadas.
Uma fórmula frequentemente utilizada é:
Taxa de gravidade = (Número de dias perdidos considerados ÷ Total de horas trabalhadas) × 1 000
O resultado corresponde ao número de dias perdidos por mil horas trabalhadas.
É importante definir de forma consistente os dias contabilizados e a metodologia utilizada.
Estas fórmulas são exemplos de indicadores de gestão, não fórmulas universais impostas para todas as empresas pela legislação portuguesa. As definições e os fatores de multiplicação podem variar entre metodologias, pelo que devem ser documentados e mantidos constantes quando se comparam resultados.
6. Número de quase acidentes comunicados
Um quase acidente é uma ocorrência que poderia ter provocado lesões, danos ou outras consequências negativas, mas que não chegou a produzir esses resultados.
Imagine, por exemplo, uma ferramenta que cai de uma plataforma e atinge o chão sem ferir ninguém.
Embora não tenha ocorrido uma lesão, o episódio pode revelar problemas na organização do trabalho, no armazenamento ou na utilização dos equipamentos.
Acompanhar os quase acidentes comunicados permite identificar perigos que poderiam passar despercebidos se a empresa analisasse apenas os acidentes com consequências.
Um aumento inicial das comunicações nem sempre significa que a segurança piorou. Pode indicar que os trabalhadores estão mais atentos e que existe maior confiança para comunicar situações de risco.
O mais importante é analisar as ocorrências, investigar as causas e implementar medidas preventivas.
7. Percentagem de trabalhadores com formação adequada
A formação é uma componente essencial da prevenção dos riscos profissionais.
A empresa pode acompanhar a percentagem de trabalhadores que receberam a formação prevista para as suas funções e os riscos a que estão expostos.
Uma fórmula possível é:
Cobertura da formação = (Número de trabalhadores abrangidos pela formação definida ÷ Número de trabalhadores que deveriam recebê-la) × 100
Este indicador ajuda a identificar necessidades de formação por setor, função ou grupo profissional.
Contudo, a presença numa ação de formação não demonstra, por si só, que o trabalhador adquiriu os conhecimentos necessários ou que os aplica corretamente.
Sempre que adequado, a empresa deve complementar o indicador com a avaliação dos conhecimentos e a verificação das práticas de trabalho.
8. Percentagem de medidas corretivas concluídas
Quando uma inspeção, uma avaliação de riscos ou a investigação de um acidente identifica uma situação que exige intervenção, é importante acompanhar a respetiva correção.
A empresa pode calcular a percentagem de medidas corretivas concluídas dentro do prazo estabelecido:
Taxa de conclusão atempada = (Número de medidas concluídas dentro do prazo ÷ Número de medidas cujo prazo terminou no período analisado) × 100
Este indicador ajuda a perceber se os problemas identificados estão a ser resolvidos atempadamente.
É igualmente importante verificar se as medidas implementadas foram eficazes. Uma ação marcada como concluída não garante, por si só, que o risco tenha sido eliminado ou suficientemente reduzido.
9. Número de inspeções de segurança realizadas
As inspeções internas permitem verificar as condições dos locais de trabalho, dos equipamentos, das vias de circulação e das práticas adotadas.
A empresa pode acompanhar o número de inspeções realizadas face às que estavam previstas.
Por exemplo, se estiverem planeadas 12 inspeções num trimestre e apenas forem realizadas 9, a taxa de execução será de 75%.
No entanto, não basta contabilizar as inspeções. É importante analisar as situações identificadas, a gravidade dos problemas e o tempo necessário para os corrigir.
10. Número de situações de risco identificadas
O registo de situações de risco permite acompanhar os problemas detetados durante as inspeções, as avaliações de riscos, as comunicações dos trabalhadores ou outras atividades de prevenção.
Estas situações podem incluir:
- equipamentos sem proteção adequada;
- obstáculos nas vias de circulação;
- utilização incorreta de equipamentos de proteção;
- condições deficientes de armazenamento;
- falhas na sinalização;
- procedimentos de trabalho inadequados;
- problemas de organização e limpeza.
O número de situações identificadas deve ser interpretado em conjunto com a gravidade dos riscos, a sua repetição e o estado das medidas corretivas.
Um número elevado pode refletir condições deficientes, mas também pode resultar de uma maior capacidade de deteção e comunicação.
Como escolher os indicadores certos para a empresa?
Não é necessário acompanhar dezenas de indicadores para começar a melhorar a Segurança no Trabalho.
É preferível selecionar um conjunto reduzido de indicadores relevantes, que permita acompanhar os riscos prioritários e avaliar as medidas preventivas.
Para fazer essa seleção, a empresa deve considerar:
A atividade desenvolvida
Os riscos de uma oficina, de um armazém, de um escritório e de uma unidade industrial são diferentes. Os indicadores devem refletir essas diferenças.
Os resultados da avaliação de riscos
Os riscos identificados devem ajudar a definir quais os aspetos que precisam de acompanhamento prioritário.
O histórico de acidentes e incidentes
A análise das ocorrências anteriores permite identificar problemas recorrentes e áreas que exigem maior atenção.
Os objetivos da prevenção
Se a prioridade for melhorar a segurança na movimentação de cargas, por exemplo, poderão ser acompanhados os acidentes associados a essa atividade, as inspeções realizadas, a formação e a implementação de medidas corretivas.
A disponibilidade e a qualidade dos dados
Os indicadores devem basear-se em informação fiável, recolhida de forma consistente e atualizada.
Como implementar um sistema de indicadores de SST?
Uma empresa pode começar com um processo simples e estruturado.
1. Definir os objetivos
Estabelecer o que pretende melhorar. Por exemplo, reduzir os acidentes relacionados com quedas, melhorar a comunicação de quase acidentes ou garantir que as medidas corretivas são concluídas atempadamente.
2. Selecionar os indicadores
Escolher os indicadores que permitem acompanhar os objetivos definidos, combinando resultados de segurança com atividades preventivas.
3. Definir critérios de cálculo
Documentar o que é contabilizado, o período de análise, a origem dos dados e as fórmulas utilizadas.
4. Estabelecer uma situação de referência
Recolher os dados disponíveis para conhecer o ponto de partida. Sem uma referência inicial, pode ser difícil avaliar se existiu uma melhoria real.
5. Definir metas realistas
As metas devem considerar os riscos, o histórico da empresa e os recursos disponíveis. Devem incentivar a prevenção efetiva e não apenas a redução dos números registados.
6. Acompanhar os resultados
Analisar os indicadores com uma periodicidade adequada à atividade e ao nível de risco. Os problemas graves podem exigir acompanhamento imediato, enquanto outros dados podem ser analisados mensal ou trimestralmente.
7. Investigar os desvios
Quando um indicador apresenta uma evolução negativa, é importante compreender as causas antes de decidir quais as medidas a implementar.
8. Avaliar a eficácia das medidas
Depois de implementar uma ação corretiva, verificar se o problema foi efetivamente resolvido e se existe necessidade de intervenção adicional.
9. Envolver os trabalhadores
Os trabalhadores conhecem muitas das dificuldades práticas existentes nos postos de trabalho. A sua participação pode ajudar a interpretar os resultados e a encontrar soluções adequadas.
Com que frequência devem ser analisados os indicadores?
A frequência de análise depende do tipo de indicador, da atividade e dos riscos existentes.
Em muitas empresas, uma análise mensal permite acompanhar acidentes, incidentes, medidas corretivas e atividades preventivas. Uma análise trimestral pode ajudar a identificar tendências e rever prioridades. Uma avaliação anual permite observar a evolução global e apoiar o planeamento seguinte.
Contudo, não se deve esperar pela reunião periódica quando ocorre um acidente grave, é identificado um risco significativo ou se verifica uma alteração importante nas condições de trabalho.
Nessas situações, a resposta deve ser adequada à urgência e à gravidade do problema.
Como interpretar os resultados sem tirar conclusões erradas?
Os indicadores são ferramentas de apoio à decisão, mas devem ser analisados no contexto da empresa.
Existem alguns erros frequentes que importa evitar.
Valorizar apenas a ausência de acidentes
Uma empresa sem acidentes registados pode continuar a ter riscos por controlar. Por isso, deve acompanhar também os indicadores preventivos.
Comparar períodos diferentes sem considerar o volume de trabalho
Uma redução do número de acidentes pode resultar de uma diminuição significativa das horas trabalhadas ou da atividade. As taxas de frequência ajudam a contextualizar estes resultados.
Estabelecer metas que desencorajam a comunicação
Se os trabalhadores forem pressionados para manter o número de acidentes a zero, podem sentir-se menos à vontade para comunicar ocorrências. A comunicação transparente é essencial para identificar perigos.
Contabilizar atividades sem avaliar os resultados
Realizar inspeções ou ações de formação é importante, mas não demonstra automaticamente que os riscos foram reduzidos.
Ignorar a gravidade das ocorrências
Nem todos os acidentes têm as mesmas consequências. A análise deve considerar a gravidade, as causas e o potencial de repetição.
Não agir perante os resultados
O principal objetivo dos indicadores é apoiar a melhoria. Se os dados forem recolhidos e apresentados sem originar decisões ou medidas preventivas, o seu valor será limitado.
Os indicadores de Segurança no Trabalho são uma obrigação legal?
A legislação portuguesa estabelece obrigações em matéria de prevenção dos riscos profissionais e atribui aos serviços de Segurança e Saúde no Trabalho responsabilidades relacionadas com a recolha e organização de elementos estatísticos, a análise das causas dos acidentes e o acompanhamento das medidas de prevenção.
A Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, na sua redação aplicável, constitui uma das principais referências neste domínio.
No entanto, isso não significa que todas as empresas estejam obrigadas a utilizar exatamente o mesmo conjunto de indicadores, nem que exista uma única fórmula legal para todos os cálculos de desempenho aqui apresentados.
A seleção dos indicadores deve ser adequada à realidade da organização e às obrigações legais aplicáveis à sua atividade.
Como a Higiserviços pode ajudar?
A Higiserviços – Segurança e Saúde no Trabalho pode apoiar as empresas na avaliação dos riscos profissionais e no acompanhamento das medidas de prevenção, contribuindo para uma gestão da segurança mais organizada e orientada para resultados.
O acompanhamento especializado pode incluir:
- avaliação de riscos profissionais;
- identificação de áreas prioritárias de intervenção;
- análise dos acidentes e incidentes de trabalho;
- apoio na definição de medidas preventivas;
- acompanhamento da execução das medidas corretivas;
- informação e formação dos trabalhadores;
- apoio na organização da documentação de SST;
- acompanhamento das condições de segurança nos locais de trabalho;
- apoio à melhoria contínua das práticas de prevenção.
A definição de indicadores deve estar ligada à realidade da empresa. O objetivo não é simplesmente produzir relatórios, mas obter informação útil para identificar riscos, corrigir falhas e melhorar as condições de trabalho.
Conclusão
Medir o desempenho da Segurança e Saúde no Trabalho permite às empresas tomar decisões mais informadas e acompanhar a eficácia das medidas preventivas.
Os indicadores reativos ajudam a compreender os acidentes e as suas consequências. Os indicadores preventivos permitem avaliar as atividades desenvolvidas para reduzir os riscos antes de ocorrerem situações indesejadas.
Quando utilizados em conjunto, estes indicadores oferecem uma visão mais completa do desempenho da empresa e ajudam a identificar oportunidades de melhoria.
Uma gestão eficaz da Segurança no Trabalho não se mede apenas pelo número de acidentes que ocorreram, mas também pela capacidade de identificar riscos, implementar medidas preventivas e evitar que os problemas se repitam.

